Boletim Informativo
Cesta Básica volta a apresentar alta em abril mas variação em Campinas está entre as menores
Em abril de 2026, a cesta básica de Campinas registrou valor de R$ 836,96, com alta mensal de 0,62%. Apesar de nova alta, o cenário em Campinas se mostra mais favorável que nas capitais. Campinas teve a menor variação entre as capitais do Sudeste monitoradas pelo DIEESE no mesmo período (Vitória 2,56%, São Paulo 2,51%, Rio de Janeiro 1,27% e Belo Horizonte 1,20%).
O custo da cesta em Campinas equivale a 51,6% do salário-mínimo vigente. O chamado “salário mínimo necessário” – aquele que seria necessário para a aquisição de 3 cestas – ficou em R$ 2.510,87.
Entre os produtos, os destaques de alta no mês foram leite integral (+18,35%), batata (+12,92%) e feijão (+9,86%), refletindo restrições de oferta amplamente observadas em todo o país — o leite pela entressafra e a batata pelo fim da safra. No sentido oposto, banana (−15,74%) e açúcar (−6,35%) registraram as quedas mais expressivas.
No acumulado de 2026 até abril, Campinas apresentou alta de 6,92% na cesta, posicionando-se abaixo de todas as capitais do Sudeste — São Paulo (7,12%), Rio de Janeiro (10,98%), Belo Horizonte (9,75%) e Vitória (11,44%) — e bem abaixo das capitais com maiores altas no país, como Aracaju (14,80%) e Fortaleza (13,39%). No acumulado do ano, o tomate lidera as altas (+56,10%), seguido por leite (+34,02%) e feijão (+26,15%); a banana acumula a maior queda (−23,43%).
No acumulado em 12 meses, a variação de Campinas é de 0,35%, valor favorável frente ao cenário nacional — em que 18 das 27 capitais registraram alta no mesmo período. Esse comportamento da cidade representa uma tendencia inversa ao observado no ano de 2025, em que a cidade acumulou altas relativamente maiores que as capitais mais próximas.
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