Balança Comercial da Região Metropolitana de Campinas – Março

Informativo Mensal

Balança Comercial da Região Metropolitana de Campinas

Volume 7 | N. 04 | 2024

Responsável:

Prof. Dr. Paulo Ricardo da Silva Oliveira

Assistente técnico:

João Lucas Alves da Silva

Sumário Executivo

Este informativo apresenta e discute os principais dados da balança comercial da RMC para o mês 03/2024. Os dados utilizados nas análises são da base do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio, Serviços e Inovação. Além dos dados quantitativos, agregados e desagregados por município, apresenta-se a qualificação da pauta de exportação e importação da RMC a partir de cruzamentos dos dados de comércio com os Índices de Complexidade de Produtos (PCI), calculados pelo Observatório de Complexidade Econômica do MIT Media Lab. Por fim, este informativo é concluído com uma previsão do comportamento da balança comercial para o ano de 2024.

Dentre as informações analisadas, destacam-se:

Em 03/2024:

  1. Diminuição de -21,69% nas exportações e diminuição de -10,28% nas importações da RMC, resultando em queda de -3,21% no déficit comercial regional;
  2. As participações nas importações e exportações do estado de São Paulo (SP) foram de 19,65% e 5,56%, respectivamente, a menor desde março de 2018 e a menor dos últimos 10 anos;

Em 12 meses:

  1. Diminuição de -8,49% nas exportações e diminuição de -18,84% nas importações da RMC, resultando em queda de -23,67% no déficit comercial regional;
  2. Destaca-se a queda do valor das exportações de pneus, tratores e partes de motores;
  3. Destaca-se a queda do valor importado de compostos heterocíclicos de nitrogênio, agroquímicos e ácidos nucleicos e seus sais. Já óleos de petróleo ou de minerais betuminosos apresentaram um grande crescimento;
  4. Houve diminuição relativa das exportações para praticamente todos os principais destinos, com destaque para Alemanha e Argentina;
  5. Houve diminuição relativa das importações de praticamente todas as principais origens, com destaque para China e Estados Unidos, já a Rússia apresentou um crescimento expressivo.

Em suma, para além dos problemas estruturais do déficit comercial regional causados pela dependência das importações de insumos externos, as exportações mostram piora da atividade do setor externo da RMC, em 03/2024, em relação ao mesmo período do ano anterior.

É importante ressaltar que as estatísticas de volume de comércio, baseadas em valores monetários, podem sofrer impactos inflacionários relevantes no período.

Balança Comercial – 03/2024

A Tabela 1 traz os dados da balança comercial da RMC para os meses de março entre 2014 e 2024.

Tabela 1 – Balança Comercial da RMC para os meses de março (valores em milhões de USD/FOB)[1]
Mês/Ano Valor Exp. % Exp. SP Valor Imp. % Imp. SP Saldo RMC Saldo SP
MAR/14 337,40 7,35% 1.128,05 17,28% -790,65 -1.936,99
MAR/15 350,81 7,06% 1.080,96 18,15% -730,15 -985,44
MAR/16 310,30 6,55% 797,63 18,64% -487,33 460,04
MAR/17 381,63 7,77% 915,00 18,74% -533,37 31,59
MAR/18 420,31 6,54% 946,92 18,07% -526,61 1.185,59
MAR/19 365,53 9% 1.011,26 20,76% -645,73 -808,68
MAR/20 311,60 7,35% 1.037,29 20,69% -725,69 -775,81
MAR/21 367,90 7,62% 1.279,05 21,01% -911,14 -1.263,13
MAR/22 463,84 7,36% 1.429,14 21,58% -965,30 -321,19
MAR/23 509,59 7,49% 1.333,11 19,86% -823,53 94,59
MAR/24 399,04 5,56% 1.196,10 19,65% -797,06 1.088,33
Fonte: Elaboração Própria com base nos dados do Observatório de Complexidade Econômica e do Ministério de Indústria, Comércio, Serviços e Inovação.

O mês de março é tradicionalmente um mês com volatilidade relativamente menor nos valores históricos das exportações, apresentando uma mediana histórica muito acima da vista nos meses de janeiro e fevereiro. Cenário semelhante é observado ao comparar o nível dos valores importados. A partir dos dados da Tabela 1, é possível verificar que as exportações de 03/2024 foram de 399,04 milhões de dólares, apresentando um decrescimento de -21,69% em relação ao mesmo período de 2023. Esse valor corresponde ao menor valor para o mês desde 2021, também caracterizando uma expressiva queda em relação a março do ano anterior. Além disso, a participação nas exportações do estado de São Paulo foi de 5,56%, indicando que a RMC diminuiu abruptamente a sua participação nas exportações do estado quando comparado com o mesmo período em 2023, sendo esta a menor participação nos últimos 10 anos.

As importações totalizaram 1,19 bilhão de dólares, no mesmo período, representando um decrescimento de -10,28% em comparação a 03/2023. A participação da RMC nas importações do estado foi de 19,65%, a menor desde 2018 (embora represente apenas um leve declínio em relação a 2023). O saldo negativo da balança comercial, -797,06 milhões de dólares, sofreu queda de -3,21% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Os principais produtos responsáveis pela redução do valor exportado foram medicamentos (var. -3,05%), automóveis de passageiros (var. -22,60%) e tratores (var. -61,47%). Dentre as altas, destaca-se bombas para líquidos (var. 53,38%), o único produto da lista de 10 maiores valores exportados a apresentar algum crescimento no período.

Nas importações, as principais quedas deram-se para agroquímicos (var. -6,67%), compostos heterocíclicos de nitrogênio (var. -63,12%) e medicamentos (var. -24,16%). Destaca-se, porém, alta no valor de circuitos eletrônicos (var. 9,38%), aparelhos telefônicos (var. 8,15%) e sangue humano e animal para uso terapêutico e vacinas (var. 26,58%).

A Tabela 2 mostra as exportações da RMC para 03/2024, agregadas de acordo com o grau de complexidade dos produtos[2]. Produtos considerados mais complexos são produzidos em países com maior grau de sofisticação tecnológica das estruturas produtivas, portanto, com maiores níveis de produtividade e renda.

Tabela 2 – Exportações Regionais por Grau de Complexidade Econômica – 03/2024 (valores em milhões de USD/FOB).
Grau de Complexidade Valor das Exp. 23 % do Total 23 Valor das Exp. 24 % do Total 24 Var. % 23/24
Baixa 4,31 0,85% 6,77 1,7% 57,08%
Média-baixa 81,55 16% 63,95 16,03% -21,58%
Média-alta 380,2 74,61% 279,23 69,98% -26,56%
Alta 36,65 7,19% 33,74 8,45% -7,94%
Total 498,4 376,92
Fonte: Elaboração Própria com base nos dados do Observatório de Complexidade Econômica e do Ministério de Indústria, Comércio, Serviços e Inovação.

Houve quedas significativas das exportações em quase todas as categorias de complexidade, a exceção foi a categoria de baixa complexidade, que teve aumento de 57,08% (porém representa apenas 1,7% da pauta exportadora da RMC); a média-baixa complexidade teve queda de -21,58%; a média-alta complexidade teve queda de -26,56%; e a de alta complexidade teve queda de -7,94%. Ainda, mais de 78% das exportações da região se concentraram em produtos de média-alta e alta complexidade.

A Tabela 3 mostra as importações da RMC em 03/2024, agregadas de acordo com o grau de complexidade econômica dos produtos importados.

Tabela 3 – Importações Regionais por Grau de Complexidade Econômica – 03/2024 (valores em milhões de USD/FOB).
Grau de Complexidade Valor das Imp. 23 % do Total 23 Valor das Imp. 24 % do Total 24 Var. % 23/24
Baixa 4,01 0,3% 6,27 0,52% 56,36%
Média-baixa 94,62 7,1% 75,27 6,29% -20,45%
Média-alta 924,18 69,33% 790,24 66,07% -14,49%
Alta 285,39 21,41% 298,62 24,97% 4,64%
Total 1304,19 1164,13
Fonte: Elaboração Própria com base nos dados do Observatório de Complexidade Econômica e do Ministério de Indústria, Comércio, Serviços e Inovação.

Houve queda dos valores importados em diferentes categorias de complexidade. A categoria de baixa complexidade apresentou crescimento de 56,36%; a de média-baixa, decrescimento de -20,45%; a de média-alta, decrescimento de -14,49%; e a de alta apresentou crescimento de 4,64%. As importações de bens de média-alta e alta complexidade representaram mais de 91% do valor de todos os produtos importados.

Balança Comercial – 12 meses

A Tabela 4 traz os dados da balança comercial da RMC para os últimos 12 meses.

Tabela 4 – Balança Comercial Regional 12 meses (valores em milhões de USD/FOB).
Mês/Ano Valor das Exp. % EXP RMC/SP Valor das Imp. % IMP RMC/SP Saldo RMC Saldo SP
ABR/23 465,91 7,85% 1211 20,59% -745,09 54,43
MAI/23 523,6 7,71% 1192,35 18,86% -668,74 469,18
JUN/23 482,92 7,42% 1143,6 19,77% -660,68 722,98
JUL/23 448,56 6,94% 1250,03 20% -801,47 216,06
AGO/23 489,69 7,19% 1475,57 22,66% -985,88 295,59
SET/23 401,28 6,46% 1234,34 21,89% -833,06 571,9
OUT/23 480,99 6,9% 1303,67 20,29% -822,68 541,88
NOV/23 421,27 6,55% 1176,53 20,89% -755,27 796,63
DEZ/23 413,42 5,88% 1125,8 21,21% -712,38 1722,6
JAN/24 382,15 6,5% 1244,62 20,61% -862,47 -157,68
FEV/24 340,43 6,43% 1079,7 20,07% -739,27 -83,28
MAR/24 399,04 5,56% 1196,1 19,65% -797,06 1088,33
Total 5249,26 14633,31 -9384,05 6238,62
Fonte: Elaboração Própria com base nos dados do Ministério de Indústria, Comércio, Serviços e Inovação.

As importações atingiram a marca dos 14,63 bilhões de dólares, enquanto as exportações somaram 5,25 bilhões. O desequilíbrio entre importações e exportações rendeu um déficit comercial regional de -9,38 bilhões de dólares – o saldo estadual foi de 6,24 bilhões no mesmo período.

Tabela 5 – Principais produtos exportados pela RMC em 12 meses (valores em milhões de USD/FOB)[3].
NCM Produto Valor Exp. 23 Var. % 22/23 Grau de Complexidade
3004 Medicamentos 314,56 -1,16% Média-alta
8429 Tratores 297,68 -23,05% Média-alta
8703 Automóveis de passageiros 245,41 -5,16% Média-alta
8708 Partes e acessórios de veículos 213,27 0% Média-alta
2710 Óleos de petróleo ou de minerais betuminosos 194,57 -4,98% Média-baixa
8414 Bombas de ar 176,61 29,69% Média-alta
4011 Pneus 151,50 -24,81% Média-alta
8409 Partes de motores 146,53 -19,54% Média-alta
1602 Preparações e conservações de carne 131,30 18,13% Média-alta
8413 Bombas para líquidos 119,35 48,74% Alta
Fonte: Elaboração Própria com base nos dados do Observatório de Complexidade Econômica e do Ministério de Indústria, Comércio, Serviços e Inovação.

A Tabela 5 traz o valor exportado dos principais produtos da pauta regional, em 12 meses, bem como a variação em relação aos 12 meses anteriores. Esses produtos totalizam aproximadamente 37,93% das exportações totais no período. A maior parte desta cesta de produtos apresentou crescimento das suas exportações, embora alguns destes sejam insignificantes. O destaque vai para bombas para líquidos (var. 48,74%) e bombas de ar (var. 29,69%). Pneus e tratores, entretanto, foram os destaques negativos, com quedas de -24,81% e -23,05% nos últimos 12 meses, respectivamente.

A Tabela 6 traz o valor importado dos principais produtos da pauta regional, em 12 meses, bem como a variação em relação ao mesmo período do ano anterior.

Tabela 6 – Principais produtos importados pela RMC em 12 meses (valores em milhões de USD/FOB).
NCM Produto Valor Imp. 23 Var. % 22/23 Grau de Complexidade
3808 Agroquímicos 1.694,71 -34,22% Média-alta
8542 Circuitos eletrônicos 906,28 -10,31% Alta
8517 Aparelhos telefônicos 717,91 -7,89% Média-alta
2933 Compostos heterocíclicos exclusivamente de heteroátomos de nitrogênio 642,50 -58,13% Média-alta
2710 Óleos de petróleo ou de minerais betuminosos 541,91 2074,11% Média-baixa
3002 Sangue humano e animal para uso terapêutico e vacinas 541,72 29,62% Média-alta
2934 Ácidos nucleicos e seus sais, de constituição química definida ou não; outros compostos heterocíclicos. 475,58 -26,8% Alta
3004 Medicamentos 422,41 3,16% Média-alta
8708 Partes e acessórios de veículos 403,53 -1,44% Média-alta
8473 Partes e acessórios de máquinas de escritório 359,51 -10,23% Alta
Fonte: Elaboração Própria com base nos dados do Observatório de Complexidade Econômica e do Ministério de Indústria, Comércio, Serviços e Inovação.

Os produtos listados na Tabela 6 totalizam aproximadamente 45,83% das importações realizadas pela RMC no período. Houve queda nas importações em quase todos os produtos, com exceção de sangue humano e animal para uso terapêutico e vacinas, óleos de petróleo ou de minerais betuminosos e medicamentos. Em relação aos produtos que apresentaram crescimento das importações o destaque vai para óleos de petróleo ou de minerais betuminosos, que cresceu 2074,11% no período. Já nos destaques negativos, compostos heterocíclicos de nitrogênio e agroquímicos recuaram -58,13% e -34,22%, respectivamente.

Assumindo que as importações estão relacionadas às atividades econômicas das cadeias à frente dos produtos considerados, há indícios de desaceleração nas indústrias ligadas a esses insumos. É importante ressaltar que nesse período pode ter tido algum aumento de preços dos insumos importados, podendo elevar o valor das importações também pelo efeito preço.

A Tabela 7 traz as exportações para os 10 principais destinos da RMC, em 12 meses, bem como a variação das exportações por destino em relação aos 12 meses anteriores.

Tabela 7 – Destinos das Exportações da RMC (valores em milhões de USD/FOB, acumulado 12 meses).
País Exportações 12 meses Participação 12 meses Variação 12 meses
Estados Unidos 958,26 18,26% 2,09%
Argentina 898,48 17,12% -18,63%
México 377,22 7,19% -5,25%
Chile 280,36 5,34% -12,3%
Alemanha 267,17 5,09% -25,89%
Colômbia 239,11 4,56% -9,24%
China 215,53 4,11% -13,05%
Peru 200,25 3,81% 7,33%
Paraguai 176,15 3,36% -6,99%
Países Baixos (Holanda) 115,72 2,2% 22%
Fonte: Elaboração Própria com base nos dados do Ministério de Indústria, Comércio, Serviços e Inovação.

Houve queda do valor exportado para 7 dos 10 principais destinos da RMC. Argentina, México, Chile, Alemanha, Colômbia, China e Paraguai apresentaram variação negativa do seu valor exportado (da RMC) nos últimos 12 meses. A China finalmente apresenta sinais de diminuição de sua queda expressiva que persiste há meses, e, embora ainda tenha recuado -13,02%, no último agregado de 12 meses teve uma queda de -25,5%. Já os Países Baixos apresentaram o único crescimento de dois dígitos dentre estes destinos. Por fim, os Estados Unidos tiveram um crescimento mais tímido das exportações se comparado aos acumulados anteriores dos últimos meses.

A Tabela 8 traz os dados para as 10 principais origens das importações da RMC, em 12 meses, bem como a variação das importações por origem em relação aos 12 meses anteriores.

Tabela 8 – Origens das Importações da RMC (valores em milhões de USD/FOB, acumulado 12 meses).
País Importações 12 meses Participação 12 meses Variação 12 meses
China 3.469,17 23,71% -39,27%
Estados Unidos 1.983,35 13,55% -23,72%
Alemanha 1.023,62 7% -18,52%
Índia 730,12 4,99% -14,76%
Coreia do Sul 646,48 4,42% -2,22%
Japão 622,39 4,25% -11,89%
Vietnã 612,00 4,18% 12,35%
Rússia 598,75 4,09% 288,4%
França 576,71 3,94% 1,98%
Suíça 406,24 2,78% 13,77%
Fonte: Elaboração Própria com base nos dados do Observatório de Complexidade Econômica e do Ministério de Indústria, Comércio, Serviços e Inovação.

À exceção da Rússia, Vietnã, França e Suíça as importações com origem em todos os 10 principais países da pauta apresentaram uma variação negativa no período. As importações da China e dos EUA caíram, respectivamente, -39,27% e -23,72% -, o que representa uma piora, portanto, ao comparar com os dados de fevereiro deste ano, enquanto as importações russas apresentaram um crescimento de 288,4% no acumulado dos últimos 12 meses.

A Tabela 9 traz os dados da balança comercial para os municípios da RMC, em 12 meses.

Tabela 9 – Balança Comercial dos Munícipios da RMC, 12 meses (valores em milhões de USD/FOB).
Município Valor Exportado % Exp. RMC Valor Importado % Imp. RMC Saldo
CAMPINAS 1.089,40 20,75% 3.508,78 23,98% -2.419,38
INDAIATUBA 837,81 15,96% 1.449,49 9,91% -611,68
PAULINIA 827,93 15,77% 3.733,84 25,52% -2.905,91
VINHEDO 437,03 8,33% 1.034,32 7,07% -597,29
SUMARE 404,02 7,7% 940,10 6,42% -536,08
AMERICANA 368,95 7,03% 387,87 2,65% -18,92
SANTA BARBARA D’OESTE 197,07 3,75% 155,31 1,06% 41,76
VALINHOS 188,35 3,59% 570,35 3,9% -382,00
ITATIBA 187,03 3,56% 461,05 3,15% -274,02
COSMOPOLIS 163,86 3,12% 98,35 0,67% 65,51
SANTO ANTONIO DE POSSE 140,84 2,68% 108,66 0,74% 32,18
MONTE MOR 101,88 1,94% 160,97 1,1% -59,09
NOVA ODESSA 89,59 1,71% 76,60 0,52% 12,99
HORTOLANDIA 79,89 1,52% 921,09 6,29% -841,20
JAGUARIUNA 72,45 1,38% 922,26 6,3% -849,81
PEDREIRA 34,32 0,65% 11,74 0,08% 22,58
ARTUR NOGUEIRA 16,34 0,31% 31,64 0,22% -15,30
ENGENHEIRO COELHO 7,92 0,15% 1,54 0,01% 6,38
MORUNGABA 2,38 0,05% 7,58 0,05% -5,20
HOLAMBRA 2,19 0,04% 51,78 0,35% -49,59
Fonte: Elaboração Própria com base nos dados do Ministério de Indústria, Comércio, Serviços e Inovação.

 

Previsões e perspectivas para 2024

As análises mais recentes do Observatório PUC-Campinas apontam para um ano de aumento nas importações (var. 3,02%) e de expressiva queda das exportações (var. -12,44%). Em relação às últimas previsões, nota-se que os dados de exportação do mês de março indicaram uma piora significativa tanto na taxa de variação das exportações (var. anterior era de -8,87%), quanto das importações (var. anterior era de 6,90%). A redução das importações previstas pode estar relacionada à queda no valor importado tanto de bens acabados como bens intermediários. Reduções expressivas na importação de bens intermediários indicam, em geral, queda do ritmo da produção industrial.

  1. USD – dólares americanos; FOB – free on board.
  2. A agregação em grupos de complexidade é elaborada por metodologia própria do Observatório PUC-Campinas, com base nos dados produzidos e divulgados pelo Observatório de Complexidade Econômica (OCE). Produtos mais complexos são produzidos em economias mais avançadas e estão associados a maiores taxas de crescimento.
  3. Categorias dos produtos estão em formato simplificado, verifique o código NCM ao lado dos produtos para ver todos os produtos da categoria em questão.


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